PIRACICABA, SÁBADO, 7 DE DEZEMBRO DE 2019
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29 DE NOVEMBRO DE 2019

Trevisan defende 'afastamento imediato' da diretora da Emdhap


Parlamentar afirma que já fez duas denúncias sobre o desvio financeiro ao Ministério Público



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 Salvar imagem em alta resolução

Parlamentar ocupou a tribuna nesta quinta-feira (28).






Na noite desta quinta-feira (28), na 71ª reunião ordinária, o vereador Laércio Trevisan Jr. (PL) ocupou a tribuna para defender o "afastamento imediato" da diretora da Emdhap (Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba).

O parlamentar exibiu no telão do Plenário Francisco Antonio Coelho uma série de reportagens do Jornal de Piracicaba. “No governo do Barjas Negri (PSDB) tem uma funcionária que fraudou licitação nessa Câmara, tirou vantagem ilícita desta Câmara e está na Emdhap fazendo a mesma coisa”, disse o parlamentar.

Segundo o vereador, o tesoureiro da Emdhap alertou que ela desviou recusos, na contratação de uma empresa e que novamente foram pagos com valores indevidos. “Uma funcionária que trabalhava na Emdhap ganhou a licitação, porque a segunda empresa que participou foi inabilitada”, completou ele.

Trevisan Jr. afirmou que já realizou duas denúncias ao Ministério Público, inclusive da comunicação que foi feita ao presidente da Emdhap sobre o desvio financeiro de dinheiro público do Orçamento. “O prefeito vem colocar mensagens nas redes sociais que as emendas vão afetar os serviços. Afetar serviço são os R$ 17 milhões que ele mandou para essa Casa para tirar e pagar a empresa Mirante, um contrato irregular”, disse o vereador.

O parlamentar leu a sentença proferida pelo juiz Wander Pereira Rossete Júnior. "Em março de 2013, a administradora Kátia Garcia Mesquita chamou para uma reunião, onde solicitou ao engenheiro documentos necessários para abrir uma licitação da empresa construtora que executava a reforma prevista. Ela falou assim: -- Não pode ultrapassar de R$ 15 mil. Após a entrega do material correspondente, na fase 2, o valor pago foi de R$ 14, 8 mil", leu Trevisan.

Segundo Trevisan, o final da sentença traz a seguinte informação: “Condeno os réus solidariamente na obrigação do ressarcimento do erário público, a somatória de três contratações: a senhora Kátia Mesquita, multa civil de R$ 94 mil, corrigidos, e também expeça-se mandato de intimação ao presidente da Emdhap e ao prefeito municipal para o afastamento imediato dela”, finalizou a leitura.



Texto:  Fernanda Rizzi
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343
Revisão:  Rodrigo Alves - MTB 42.583


Tópicos: LegislativoLaércio Trevisan Jr

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