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26 DE JUNHO DE 2018

Autor de Consórcio questiona importação de resíduos sólidos


Isaac Roston Jr. escreveu o projeto que criou Consimares e contesta intenção de Prefeitura em receber lixo da Região Metropolitana de Campinas



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 Salvar imagem em alta resolução

Isaac Roston Jr. ocupou a tribuna da Câmara na noite desta segunda-feira (25)




Isaac Roston Jr. participou ativamente da criação do Consimares (Consórcio Intermunicipal de Manejo de Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Campinas) e, por conhecer os detalhes do projeto, ocupou a tribuna da Câmara de Vereadores de Piracicaba na noite desta segunda-feira (25), durante a 38ª reunião ordinária, para contestar a intenção da Prefeitura em aderir ao coletivo. “Nós podemos pagar caro por isso”, afirmou. 

Ele fez um breve histórico da formação do Consimares, firmado em 17 de janeiro de 2009, mas cujo processo se iniciou três anos antes. “O interesse começou pelas cidades de Sumaré e Hortolândia, fizemos diversas discussões, audiências públicas, esboços, até chegar no protocolo de intenções para atender a Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei dos Consórcios Públicos e Lei do Zoneamento, ou seja, precisam ser atendidas três legislações”, explicou. 

Isaac lembra que chefes dos Executivos das cidades interessadas visitaram diversas usinas de resíduos sólidos, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, em países como Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, entre outros, no entanto a melhor tecnologia foi encontrada na UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). “Tecnologia nossa, brasileira”, disse. 

O professor também contestou a tecnologia utilizada na CTR (Central de Tratamento de Resíduos) Palmeiras, de Piracicaba, lembrando que é “defasado”. Ele explicou que a usina instalada na cidade conta com 10% de escória e rejeitos, sendo que há sistemas onde já é possível chegar a 3%. “Lembrando que metade é possível usar na construção civil e outra parte acaba tendo que ser enterrada na cidade”, explicou Isaac Roston Jr. 

A preocupação dele também está por conta do contrato da PPP (Parceria Público-Privada) assinada entre a Prefeitura e a empresa permissionária da CTR Palmeiras. O valor de R$ 745 milhões, definido em 2012, quando o contrato foi assinado, já foi aditado em 3,8, “ou seja, esse valor já é maior”, aponta Roston Jr., e valerá por um período de 20 anos. 

“Infelizmente, fizemos uma PPP sem ter um plano integrado de gerenciamento de resíduos sólidos”, disse, ao contestar o projeto de lei 52/2018, do Executivo, que inclui a cidade no Consimares e possibilita a importação de lixo de 31 cidades da RMC.



Texto:  Erich Vallim Vicente - MTB 40.337
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343
Imagens de TV:  TV Câmara


Tópicos: Tribuna Popular

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