
18 DE MARÇO DE 2025
Propositura do vereador Renan Paes (PL) foi votada durante a reunião ordinária desta segunda-feira (17)
Moção de apoio 43/2025 é de autoria do vereador Renan Paes (PL)
Durante a 12ª Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Piracicaba, na segunda-feira (17), os vereadores aprovaram a moção de apoio 43/2025, do vereador Renan Paes (PL). A proposta manifesta apoio ao frade carmelita conhecido como Frei Gilson em razão de manifestações classificadas como anticristãs e de perseguição que, segundo o texto, ele tem enfrentado por seu trabalho de evangelização.
A moção destaca a atuação de Frei Gilson nas redes sociais, onde tem realizado transmissões ao vivo com grande alcance de público, especialmente durante a campanha do rosário rezado às 4 horas da manhã, que já chegou a reunir mais de um milhão de espectadores. Segundo o autor da moção, as mensagens de fé, esperança e perseverança promovidas pelo frade se tornaram uma ferramenta de aproximação com a espiritualidade, principalmente em tempos de descrença.
Na discussão em plenário, Renan Paes argumentou que as críticas recebidas por Frei Gilson se devem, em grande parte, a sua postura conservadora e à associação que alguns fazem entre sua atuação religiosa e posicionamentos políticos. “Ele está sendo atacado porque não é de esquerda”, disse o parlamentar, ressaltando que a maioria dos seus seguidores são mulheres que se identificam com sua mensagem espiritual.
A moção, no entanto, gerou posicionamentos divergentes. A vereadora Rai de Almeida (PT) afirmou que a crítica direcionada ao frade não tem relação com sua fé ou com intolerância religiosa, mas sim com o conteúdo de algumas de suas falas durante as transmissões. Uma das críticas mencionadas refere-se a declarações atribuídas a Frei Gilson sobre o papel das mulheres na sociedade e na igreja, apontadas como desqualificadoras e contrárias à equidade de gênero.
“Não sou contra a fé, nem contra o Frei Gilson como pessoa. O problema é o que ele tem falado, ao dizer que as mulheres são inferiores e devem obediência aos homens. Isso fere os princípios da igualdade”, argumentou Rai de Almeida durante a discussão da matéria em plenário. “As pessoas que o seguem deveriam observar com mais cuidado o que tem sido dito durante essas transmissões”, apontou.
A moção foi aprovada com oito votos favoráveis e dois contrários.