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17 DE JANEIRO DE 2018

Em 6 meses, Ipês já apresentam problemas estruturais, constata Kawai


Vereador foi ao residencial, a pedido de moradores, e verificou falhas no empreendimento, que vão de rachaduras a campo de futebol inutilizável.



EM PIRACICABA (SP)  

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Seis meses após a chegada dos moradores, problemas estruturais têm gerado reclamações no Residencial Ipês Branco, um dos três conjuntos de blocos (ao lado do Amarelo e do Roxo) que formam o empreendimento de moradias populares situado no trecho final da avenida Corcovado, na região de Santa Teresinha.

O investimento, que consumiu R$ 72,5 milhões, foi resultado de uma parceria entre a Emdhap (Empresa Municipal de Desenvolvimento Habitacional de Piracicaba) e o governo federal, por meio do programa Minha Casa Minha Vida. As chaves das unidades foram entregues em 20 de julho aos contemplados pelo sorteio.

Em visita ao residencial, na tarde desta quarta-feira (17), o vereador Pedro Kawai (PSDB) ouviu de moradores a preocupação com as falhas estruturais que têm aparecido nos blocos. As que mais preocupam são as trincas nas paredes, visíveis tanto por fora quanto no interior dos apartamentos.

As rachaduras observadas em algumas unidades obrigaram a construtora responsável pelo empreendimento a fazer o que os moradores chamam de "gambiarra": uma pequena abertura, próxima às janelas, para servir como "junta de dilatação", a fim de absorver os movimentos de expansão e contração causados pelas mudanças de temperaturas.

A solução adotada para remediar o problema desagradou os titulares das unidades. Kátia Maria Paschoalini, 50, é só elogios à atmosfera do Residencial Ipês, que ela classifica como "tranquila", mas lamenta os defeitos que o empreendimento começou a mostrar menos de seis meses após ser entregue. "Com as rachaduras, entra água no meu apartamento quando chove", relata.

Segundo a síndica do Ipês Branco, Nathalia Margiotto Canuto, 23, a construtora já testou um material para preencher as rachaduras e deve iniciar os reparos assim que o período de chuvas cessar, uma vez que é preciso tempo firme para aplicar a massa e secá-la.

À frente do interesse dos moradores de 240 unidades, Nathalia conta que tem mantido contato frequente com representantes da construtora para cobrar rapidez nas respostas. Está prevista a visita de um engenheiro para fazer um levantamento geral das falhas que apareceram na obra, como no campo de futebol, que, sem drenagem, está inutilizável.

A síndica ressalta que, embora o empreendimento tenha garantia de 5 anos, os moradores ficam impedidos por um ano de realizar qualquer intervenção nele, seja nas áreas externas ou dentro das unidades. "A maioria dos moradores aqui tem pelo menos um problema estrutural em seu apartamento", diz Nathalia, apontando o piso como principal motivo de reclamações, por estar oco, solto ou desnivelado, dependendo do caso.

Kawai deve reunir-se com representantes da superintendência da Caixa Econômica Federal em Piracicaba e da Emdhap para saber que medidas serão tomadas em resposta às queixas. "Há uma preocupação, porque é uma obra muito nova para ter os problemas que está apresentando. Tudo bem que a construtora, na medida do possível, está fazendo o atendimento, mas ainda é muito lento", pondera o vereador.

"Esse problema da rachadura, por exemplo, já deveria ter sido sanado, pois não foi hoje que ele apareceu. A obra foi entregue em julho: seis meses e ainda não resolveu isso? As falhas estruturais precisam ser resolvidas urgentemente", completou Kawai.



Texto:  Ricardo Vasques - MTB 49.918
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343


Tópicos: Infraestrutura UrbanaPedro Kawai

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