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11 DE SETEMBRO DE 2018

Água de afluente do Corumbataí tem metais acima da média, diz Longatto


Vereador reproduziu, na tribuna, resultados de laudo da Bioagri Ambiental sobre amostras de água coletadas no córrego de Santa Gertrudes.



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Fabrice Desmonts - MTB 22.946 Salvar imagem em alta resolução

Longatto ocupou a tribuna durante a reunião ordinária desta segunda-feira




Líder do Fórum Regional Permanente em Defesa do Rio Corumbataí, o vereador José Longatto (PSDB) compartilhou resultados de análises técnicas de amostras de água coletadas de um dos afluentes do manancial responsável por abastecer Piracicaba. As informações foram divulgadas pelo parlamentar na tribuna, durante a 51ª reunião ordinária, nesta segunda-feira (10).

De acordo com laudo da Bioagri Ambiental, a água no córrego de Santa Gertrudes (que é um afluente do ribeirão Claro, por sua vez o maior afluente da margem esquerda do rio Corumbataí) apresenta quantidades de alumínio dissolvido, chumbo, ferro dissolvido, manganês e zinco acima dos parâmetros estabelecidos pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente).

Longatto chamou a atenção para a gravidade do fato, por ele classificado de "lamentável". "Trata-se da qualidade da água que Piracicaba recebe das sete cidades a montante para, então, tratar e distribuir para o município, que hoje é 100% abastecido pelo rio Corumbataí", afirmou o parlamentar, acrescentando que amostras de água coletadas no córrego do Charqueadinha, em Charqueada, geraram resultado semelhante.

O vereador, que já encaminhou amostras da água do córrego de Santa Gertrudes também para o Semae (Serviço Municipal de Água e Esgoto), vai agora acionar o Ministério Público ––ele esteve no último dia 3 na sede do Gaema (Grupo de Atuação Especial do Meio Ambiente) para protocolar denúncia contra a Prefeitura de Santa Gertrudes.

"Nosso trabalho é pela preservação da bacia do rio Corumbataí. Se nada fizermos para preservar as nascentes, não teremos água, com certeza. O que faz com que a água permaneça na terra são as árvores: a partir do momento em que se faz o reflorestamento no entorno dessa nascente, mantém-se a água na terra. Quando se derrubam árvores, provoca-se o ressecamento na crosta da terra e a tendência é de que a água desapareça", comentou.



Texto:  Ricardo Vasques - MTB 49.918
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343
Imagens de TV:  TV Câmara


Tópicos: LegislativoJosé Longatto

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