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28 DE MARÇO DE 2018

Vizinhança Solidária estreita relação e passa segurança a moradores


Programa foi implantado há um ano no Campestre por sugestão de Paulo Serra.



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Lucas do Nascimento Machado (1 de 5) Salvar imagem em alta resolução

Programa "Vizinhança Solidária" funciona principalmente por meio de aplicativo de mensagens

Programa "Vizinhança Solidária" funciona principalmente por meio de aplicativo de mensagens
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Capitão Braz confirmou baixa nos índices de criminalidade

Capitão Braz confirmou baixa nos índices de criminalidade
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Darci é morador do Campestre há 18 anos

Darci é morador do Campestre há 18 anos
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Jeferson Batista é morador no bairro há sete anos

Jeferson Batista é morador no bairro há sete anos
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Cláudio Sulla é morador há 20 anos e um dos responsáveis pela implantação do programa

Cláudio Sulla é morador há 20 anos e um dos responsáveis pela implantação do programa
Foto: Lucas do Nascimento Machado Salvar imagem em alta resolução

Programa "Vizinhança Solidária" funciona principalmente por meio de aplicativo de mensagens






Depois de um ano de implantação do programa Vizinhança Solidária no Campestre, o vereador Paulo Eduardo Seade Serra (PPS) organizou uma reunião com moradores e a Polícia Militar para acompanhar os resultados obtidos com a iniciativa. O encontro ocorreu no Centro Comunitário do bairro, no cruzamento das estradas Antonio Dias Rodrigues e Fazenda Dona Antonia, na tarde desta quarta-feira (28).

Contentes, os moradores contam que a relação entre os policiais e a comunidade ficou "mais amigável". "Agora sabemos o quanto eles trabalham aqui na nossa região", relatou Jeferson Batista, que vive no Campestre há sete anos. "A polícia é agora parceira e amiga nossa e isso tem trazido uma melhoria significativa aqui na região", completou.

O Vizinhança Solidária é um programa da Polícia Militar do Estado de São Paulo que tem como objetivo estreitar relações entre os próprios moradores e os oficiais. Uma das ferramentas que têm propiciado essa interação foi a criação de um grupo no WhatsApp com os moradores e um representante da PM. A implantação do programa no Campestre foi sugerido por Paulo Serra, ex-morador do bairro, durante reunião em janeiro de 2017.

Capitão da Polícia Militar, José Braz de Oliveira Junior explicou que os moradores são orientados a colocar no grupo do WhatsApp informações sobre indivíduos em atividades suspeitas no bairro, o que permite ao comandante da companhia direcionar o patrulhamento para a área. "Um exemplo são fotos de veículos que não são do bairro", citou. "A comunidade traz informações que direcionam o patrulhamento para a prevenção de crimes. Desde a implantação do programa, houve uma redução significativa dos índices de criminalidade", ressaltou.

Batista lembrou que o bairro sempre teve índice alto de criminalidade e que agora "está próximo do zero". "Diminuiu muito. Em um período de pouco mais de 25 dias, entre dezembro de 2016 e janeiro de 2017, tivemos cerca de 20 furtos aqui nas residências; depois da implantação do programa, esse número caiu significativamente", afirmou.

Entretanto, não foi somente a relação entre a PM e a população local que se tornou mais próxima: o Vizinhança Solidária ajudou também a própria comunidade do bairro a se conhecer melhor. "Ninguém olhava na cara um do outro; agora, todo mundo se cumprimenta", observa Darci Pereira, que reside há 18 anos no Campestre.

Quem compartilha da mesma opinião é Claudio Sulla, morador há 20 anos. "Hoje conhecemos muito mais as pessoas", disse. "Quando me mudei, só falava com dois os três vizinhos; agora, interajo com outras pessoas da minha e de outras ruas", acrescentou.

Um dos responsáveis pela implantação do Vizinhança Solidária no Campestre, Sulla, na época, foi com a esposa de porta em porta para apresentar a proposta e coletar os dados dos moradores interessados. Para ele, a essência do grupo é a mobilização em prol da segurança ––a iniciativa serviu também para conscientizar a vizinhança. "A maioria das pessoas que concordaram não sabia que estava acontecendo tudo aquilo [assaltos] no bairro", apontou.

"Ainda não estamos totalmente seguros, mas a sensação de segurança, com esse trabalho em conjunto com a Polícia Militar, aumentou muito", afirmou Sulla. O Campestre é o bairro que tem o programa funcionando há mais tempo, de acordo com o capitão Braz, mas "toda a área rural está em fase de implantação", informou.

(Assista no player à reportagem veiculada pelo "Jornal da Câmara".)



Texto:  Lucas Lima
Supervisão:  Ricardo Vasques - MTB 49.918
Imagens de TV:  Emerson Pigosso - MTB 36.356
Edição de TV:  Emerson Pigosso - MTB 36.356


Tópicos: SegurançaPaulo Serra

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