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24 DE MAIO DE 2017

"Reforma da Previdência é para tirar direitos", afirma Erler, na Esalq


Palestra ocorreu no Pavilhão de Engenharia da universidade. Servidores da Esalq sanaram suas dúvidas com o advogado e presidente da Câmara, Matheus Erler



EM PIRACICABA (SP)  

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“A reforma da Previdência é para tirar direitos conquistados pelos trabalhadores”. A frase é do advogado e presidente da Câmara, Matheus Erler (PTB), que ministrou palestra e tirou dúvidas dos funcionários da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), hoje pela manhã (24), no Pavilhão de Engenharia da universidade.

Acompanhado da também advogada, especialista em Direito Previdenciário, Ana Júlia Avansi, Erler expôs como são as regras atuais para a aposentadoria e como ficarão caso a reforma previdenciária seja aprovada pelo Congresso Nacional. “O texto já passou nas comissões da Câmara. A Previdência não está quebrada e, caso o projeto fosse colocado em votação no dia de hoje, não passaria”, pontuou Erler se referindo aos escândalos de corrupção envolvendo o presidente da República, Michel Temer.

“O time do Flamengo, o Bradesco além de outras empresas de porte, são os grandes devedores da Previdência e não são cobrados ou, quando não, têm as suas dívidas perdoadas”, comentou, indignada, a advogada Ana Júlia Avansi. “Além disso, se tiver que manter o trabalhador na ativa até os 65 anos, como quer o governo, vamos fechar as portas de trabalho aos mais novos”, frisou.

Uma das aberrações da nova proposta de previdência, de acordo com Matheus Erler, é a aposentadoria especial, concedida, atualmente, aos trabalhadores que têm contato, principalmente, com agentes químicos e nocivos. “Um chão de fábrica, um enfermeiro, um médico terá que ter, no mínimo, 55 anos para pleitear o benefício. É um absurdo!”.

Servidora da Esalq há 32 anos, a técnica em laboratório, Denise Mescolotti, elogiou a iniciativa da Ascampus (Associação dos Servidores do Campus na USP Piracicaba) em trazer especialistas no Direito Previdenciário para esclarecer os questionamentos dos funcionários. Da mesma opinião compartilhou o presidente da Ascampus, Rosni Honofre Pinto. “Hoje os funcionários tiveram uma oportunidade de sanar suas dúvidas. Enfim, foi muito proveitoso”.



Texto:  Marcelo Bandeira - MTB 33.121


Tópicos: CâmaraMatheus Erler

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