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15 DE JANEIRO DE 2018

Moradores da zona rural relatam problemas com serviço de telefonia


Vereador Gilmar Rotta reuniu lideranças dos bairros rurais para apresentar solicitações à empresa Telefonica



EM PIRACICABA (SP)  

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Atividades rotineiras como acessar a internet, ter um smartphone com aplicativos de redes sociais e fazer uma ligação de telefone fixo ainda estão distantes dos moradores de áreas rurais em Piracicaba. O problema afeta até bairros mais populosos, caso do distrito de Anhumas, em que a comunicação acontece apenas por orelhão. Situação semelhante ocorre ainda no Monjolinho, Serrote, Pau Queimado, Pau d´Alho e Ibitiruna.

Moradora de Anhumas, Eliane Miquelin conta que a família teve que lidar com a perda da matriarca em função da falta de contato com o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), em 2015. Foram várias tentativas pelo orelhão do bairro, num total de duas horas, para tentar acionar o socorro. Quando conseguia comunicação, ela era estabelecida em cidades vizinhas, já que o sinal de celular no bairro é alcançado de uma torre de telefonia de Conchas. “Por falta de atendimento, minha mãe acabou morrendo no ponto de ônibus”, conta.

Antônio de Jesus Bertolino, que vive no Pau d´Alho, possuía uma linha fixa de telefone instalada em sua casa desde 1995, ainda pela Telesp. Até que um dia o serviço foi desativado, sem qualquer aviso, e a conta com a cobrança continuou a chegar todos meses em seu endereço. “No bairro, temos apenas um orelhão, mas que sempre fica sem funcionar”, diz Antônio, que levou o problema para a Justiça.

Os moradores comentam que o serviço de internet só é possível quando há a contratação de empresa que ofereça antena no sistema rádio, inviável para muitos porque há, além da mensalidade, os gastos com a instalação e a compra do equipamento.

Para Marco Antonio Oliveira, a principal demanda do seu bairro (o Monjolinho) ainda é a telefonia fixa residencial. “Queremos uma central móvel para conseguir ainda internet”, diz ele, que irá procurar mais moradores para encaminhar a solicitação à Telefonica.

Como forma de ampliar o diálogo dos moradores da zona rural com a Teleonica, empresa responsável pelo serviço, o vereador Gilmar Rotta (PMDB) trouxe para a Câmara a gerente institucional da Telefonica, Débora Moreira Matos, que apresentou os procedimentos aplicados para a cobertura do sistema de telefonia.

Segundo Débora, a cobertura da telefonia fixa utilizada na zona rural, até 2014, era pela tecnologia WLL, que tornou-se obsoleta. Depois disso, a empresa implantou a tecnologia FWT, em que o investimento fica por conta do assinante na compra de uma antena externa e mais as tarifas mensais. Neste caso, os custos podem chegar a R$ 4 mil e não há, por exemplo, cobertura de internet.

A cobertura da Telefonica em áreas rurais é obrigatória nos bairros com mais de 300 habitantes. Além disso, as casas não podem estar distantes mais que 50 metros uma da outra. Para a instalação de orelhões, a população mínima é de 100 pessoas. Já a linha móvel e banda larga de internet não há qualquer obrigação estabelecida pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Em resumo, é preciso haver demanda.

Gilmar Rotta destaca que Piracicaba possui 2.700 quilômetros de estradas rurais e aproximadamente 2.000 propriedades com produção ativa na agricultura, parte considerável responsável pelo abastecimento dos varejões locais. “Só em Anhumas são aproximadamente 5 mil pessoas, 1500 no Pau d´Alho e 1200 no Monjolinho, Serrote e Pau Queimado”, diz o vereador.

Como o mapeamento do número de habitantes não é uma responsabilidade da Telefonica, o vereador irá solicitar da prefeitura dados sobre os bairros para enviar à empresa. Alguns moradores já entregaram abaixo-assinado para instalação do serviço e outros estão providenciando a coleta. “É importante que uma representante da Telefonica tenha ouvido os problemas diretamente das lideranças da zona rural, para que entenda de perto as dificuldades. Esperamos que a empresa faça um estudo para melhorar a cobertura, ainda que não seja uma solução em curto prazo”, avalia Gilmar.



Texto:  Rodrigo Alves - MTB 42.583
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343


Tópicos: Zona RuralGilmar Rotta

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