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24 DE JULHO DE 2017

Consulta visa ampliar acessibilidade nos prédios da Câmara


Casa de Leis quer ouvir entidades que atendem pessoas com deficiência para saber em que pontos suas instalações podem ser tornar mais acessíveis.



EM PIRACICABA (SP)  

Foto: Lucas do Nascimento Machado (1 de 2) Salvar imagem em alta resolução

Alunos atendidos pela Avistar deram contribuições para a melhoria da acessibilidade nas instalações da Câmara

Alunos atendidos pela Avistar deram contribuições para a melhoria da acessibilidade nas instalações da Câmara
Foto: Lucas do Nascimento Machado (2 de 2) Salvar imagem em alta resolução

Bragança recepcionou os alunos da Avistar na visita aos prédios principal e anexo da Câmara

Bragança recepcionou os alunos da Avistar na visita aos prédios principal e anexo da Câmara
Foto: Lucas do Nascimento Machado Salvar imagem em alta resolução

Alunos atendidos pela Avistar deram contribuições para a melhoria da acessibilidade nas instalações da Câmara



A Câmara de Vereadores de Piracicaba vai ouvir entidades da cidade que atendem pessoas com algum tipo de deficiência para coletar sugestões sobre o que pode ser feito para melhorar a acessibilidade em suas instalações. A primeira experiência ocorreu na última quarta-feira (19), quando alunos da Avistar percorreram os prédios principal e anexo e o estacionamento da Casa de Leis após visitarem a exposição "Grandes Nomes, Grandes Feitos".

A ideia de abrir uma consulta informal surgiu de uma conversa entre o diretor do Departamento de Documentação e Arquivo, Fábio Bragança, e o vereador André Bandeira (PSDB), que está em seu quarto mandato na Casa. Cadeirante desde o acidente de trânsito que o deixou tetraplégico, há 21 anos, o parlamentar tem intermediado os convites para que as instituições venham conhecer as instalações do Legislativo municipal e colaborar com sugestões.

"Tivemos uma conversa sobre as adaptações que poderíamos realizar na Câmara para melhorar a acessilidade, não só pensando no cadeirante, mas também nos deficientes visuais e auditivos. Nosso intuito é de que essas pessoas andem pela Casa e, com a experiência delas, colaborem com a gente, para não corrermos o risco de fazer algo que não fique de acordo", expôs Bragança.

As primeiras contribuições, vindas dos deficientes visuais atendidos pela Avistar, apontam, por exemplo, para a necessidade de colocação de piso tátil no interior dos prédios e de avisos sonoros nos elevadores (informando em que andar o mecanismo está parado). Também foram sugeridos o acréscimo de sinalização em braile nos elevadores, nas portas e nos banheiros e a retirada dos tapetes e carpetes hoje utilizados.

Bandeira salienta que a decisão da Câmara em abrir a consulta informal deve-se justamente ao desejo de "trabalhar a acessibilidade por completo". As contribuições vão integrar um relatório que deve dar base a um futuro projeto executivo de reforma dos prédios. No entanto, ainda não há previsão de abertura de um processo licitatório para a contratação da empresa que seria responsável por essas obras.

"A ideia é de que tudo o que for sugerido possa ser colocado em prática, obviamente obedecendo a esse momento que vivemos, de política de contenção de custos", observou o vereador, que ocupa o cargo de segundo secretário da Mesa Diretora. "Tudo o que estiver dentro de uma realidade financeira vai ser executado o quanto antes for possível", completou.

Bandeira recorda que seu ingresso na Câmara, em 2005, levou a direção da Casa a executar reformas para tornar o plenário acessível a cadeirantes. "Nem o espaço onde ficam os vereadores nem a tribuna tinham acesso para cadeirantes. Com a minha eleição, houve reformas, em que foi feita uma rampa para acessar o plenário e, depois, a própria tribuna foi adaptada."

Desde então, o púlpito do plenário "Francisco Antonio Coelho" de onde populares e vereadores discursam é dividido em dois níveis: um em que a pessoa permanece em pé para falar e outro adequado a indivíduos em cadeiras de rodas. "Ambos os oradores usam o mesmo espaço, o mesmo enquadramento de câmera, o mesmo som. Isso é algo bacana, um diferencial que nossa Câmara tem e que poucas possuem, já que hoje qualquer pessoa que quiser vir aqui e usar a Tribuna Popular pode usá-la", enaltece Bandeira.

TV - Ainda sobre acessibilidade, mas em outra frente, o Legislativo piracicabano tem mantido conversas avançadas para a implantação da tradução por libras durante as reuniões ordinárias, tanto para quem as acompanha diretamente do plenário quanto para quem assiste às transmissões da TV Câmara. Além disso, também se cogita a introdução de áudio-descrição na programação do canal para permitir o entendimento às pessoas com deficiência visual.

"A direção da Casa está conversando com o pessoal de entidades ligadas à deficiência auditiva e consultando outras Câmaras que já têm o servico de libras implantado. Se tudo correr bem, no começo do segundo semestre deve ser aberto um processo licitatório", informou Bandeira.



Texto:  Ricardo Vasques - MTB 49.918
Supervisão de Texto e Fotografia: Valéria Rodrigues - MTB 23.343


Tópicos: CâmaraAndré Bandeira

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